31.8.09
Limpando meu armário...
9.8.09
Mas eu sinto saudades...
É para eu rezar? Eu não rezo. Mas poderia fazê-lo daqui.
É para eu chorar? Eu não choro. Mas se o fizesse, com certeza iria preferir que fosse no meu travesseiro.
É para eu levar flores? Elas me dão alergia.
O que há em um túmulo aém de terra? Além de restos mortais corroídos por vermes?
É para lembrar? Para isso eu só preciso da minha mente. Do meu coração.
Não preciso de um túmulo para medir o tamanho da minha saudade.
2.8.09
Para o meu palhaço Bozo...
Só porque hoje eu queria te ver. Só porque eu passei na frente do aeroporto e me deu uma vontade louca de tomar café. Só porque eu calcei o tênis e lembrei do seu sorriso e da sua caneta Stabilo que está guardada na gaveta da minha escrivaninha. Só porque eu estava com frio e sem querer vesti a blusa que você esqueceu aqui em casa. Só porque nada disso faz sentido sem você aqui. E só porque eu sei que você não vai ler isso.
Será que é difícil entender? Difícil superar? E por que tudo o que eu digo é tão implícito, tão “leia nas entrelinhas”? Eu sinto a sua falta. É isso o que eu diria se eu soubesse ser direta. Mas eu não sou. Eu não sei. Eu não. Não.
De você só restou o cigarro apagado no cinzeiro. A garrafa de Heineken vazia. E um sentimento tolo de que eu deveria te amar. Mas eu te amo. Só não peça para te amar mais. É impossível. Pois eu te amo de todas as formas. Menos da forma que você pede. Mas eu espero. Não foi isso que você pediu? Então eu espero.
Quando voc ê acordar, esteja certo de que ainda espero. Espero pra discutir sobre a cultura pop em geral. Espero pra falar sobre a vida. Pra filosofar sobre o desconhecido. Para traçar planos que nunca serão concluídos. Para que você pontue um sorriso no meu rosto. E para que eu pinte um bigode no seu, com aquela caneta Stabilo que ainda está na gaveta. Para que você dance para mim. E para que eu lhe recite poemas improvisados. Para que você continue sendo meu amigo. E eu sua mascote. E para que a gente se complete de uma forma que ninguém jamais poderá entender. Portanto, não me peça que eu te ame mais. Apenas enxergue o que já existe. Apenas me abrace. Meu protetor.
E venha buscar sua blusa. Ela fica melhor em você.