Ele estava lá. Nós estávamos lá. Uma única lâmpada amarela iluminava certo ponto da sala, mas de onde eu estava mal se enxergava seu rosto. O inevitável era sentir seu perfume. Os fones deixavam escapar a música que ele escutava. Sua falta de atenção aguçava a minha. Sem ele notar, o despi com os olhos, o devorei vivo, cuspi seus restos e fiz dele homem. De repente a porta se abre e eu acordo de meu sonho insone. Ele continua sendo o mesmo garoto quieto e de caráter duvidoso, esporadicamente bissexual e dono de uma mente que consegue viajar mais longe que a minha. Um garoto sobre o qual eu não sei muito mais além disso. Ele não deve ser nada demais. Mas meus instintos continuam me mandando pular em seu pescoço e bagunçar seus cabelos, sua mente e seu corpo. Meus braços percorreriam sua alma e ele se renderia, desistiria de lutar e compartilharia dos mesmos desejos. Se alguém interrompesse, dividiríamos o mesmo susto, o mesmo constrangimento, a mesma frustração, a mesma raiva. Se ninguém visse, dividiríamos um segredo, palavras poucas, mas olhares infinitos. Enfim, dividiríamos algo, muito além de apenas uma sala escura, de apenas um desconhecimento mútuo. Mas eu não consigo. Meu corpo trava, minha mente fica em branco e meu coração dispara. E enquanto isso não passar, esperarei o próximo abrir de portas que me acordará desse sonho tão bom.
30.5.09
17.5.09
Eu costumava ter outro blog. Se você quiser visitá-lo, ele ainda está lá, tem o mesmo nome, mas é hospedado pelo wordpress. Mas algo no wordpress me irrita profundamente. Talvez seja a parte visual. Eu, como futura designer, tenho que me preocupar com a parte visual. Enfim, troquei o endereço, mas continuo a mesma.
Em breve postarei coisas mais interessantes. Por hora estou desbravando esse tal blogspot. É incrivelmente simples e fácil de usar. Isso é bom, pois, como nasci no século passado, não me adaptei muito bem às novas tecnologias. Que mentira; nasci no século passado sim, mas em uma época em que os fetos já tinham um mouse na mão - a geração mouse, como diz um professor de história que me torra a paciência. Nasci na época errada. Não levo muito jeito com essas máquinas que parecem rir da minha cara. Mas irei me esforçar para levar a você o melhor da cultura inútil/pensamentos depressivos/outras tentativas literárias. Depois dessa, melhor ir embora.
Em breve postarei coisas mais interessantes. Por hora estou desbravando esse tal blogspot. É incrivelmente simples e fácil de usar. Isso é bom, pois, como nasci no século passado, não me adaptei muito bem às novas tecnologias. Que mentira; nasci no século passado sim, mas em uma época em que os fetos já tinham um mouse na mão - a geração mouse, como diz um professor de história que me torra a paciência. Nasci na época errada. Não levo muito jeito com essas máquinas que parecem rir da minha cara. Mas irei me esforçar para levar a você o melhor da cultura inútil/pensamentos depressivos/outras tentativas literárias. Depois dessa, melhor ir embora.
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